Pular para o conteúdo
Duda Camargo Nutricionista · Diabetes

Seu filho tem diabetes tipo 1. Você virou o pâncreas dele.

Contar carboidrato do jantar, decidir a dose, acordar de madrugada para medir, ligar para a escola, responder a avó que acha que um pedacinho não faz mal. Você não assinou para isso e está fazendo mesmo assim.

Marcar consulta para o meu filho

Presencial na Agronômica, em Florianópolis · Online para todo o Brasil

Criança mostrando o sensor de glicemia no braço

Os três lugares onde a conta não fecha

Toda família que chega até mim traz alguma versão destes três. Não é coincidência: são os lugares em que a rotina sai das suas mãos.

A escola

Você mandou a lancheira certa e não sabe o que ele comeu. A professora ficou com medo e ligou por qualquer coisa, ou não ligou quando devia. Na hora do recreio, ele trocou o lanche. E a cantina não tem a menor ideia do que é uma contagem de carboidratos.

O que resolve aqui não é vigiar mais. É combinar antes, por escrito, com quem está lá.

A festa de aniversário

É o momento em que a criança mais quer ser igual a todo mundo e a família mais quer proteger. Se você proíbe, ele come escondido e aprende a esconder. Se você libera sem plano, a glicemia conta a história do jeito dela.

Existe um terceiro caminho, e ele começa muito antes do bolo: saber o que fazer em volta.

A madrugada

O medo de hipoglicemia enquanto ele dorme é a parte da rotina que ninguém enxerga de fora e que mais cobra de vocês. A ceia é um cálculo, e o alarme às três da manhã é uma decisão clínica tomada com sono.

Alimentação não resolve isso sozinha, e eu não vou te dizer que resolve. Mas o que entra no jantar e na ceia muda muito o que acontece às três da manhã — e essa parte é a minha.

Duda ainda criança, sorrindo com a família

Eu fui essa criança

Eu fui essa criança

Fui diagnosticada com diabetes tipo 1 aos nove anos. Fui a criança da lancheira diferente e a que ouvia "ela não pode" antes de qualquer um perguntar o que ela queria. E, para ser honesta com você, a parte mais difícil não foi aos nove: foi na adolescência, quando eu queria só ser igual aos outros e o diabetes não tirava férias.

Conto isso por um motivo prático. Quando o seu filho disser que não quer medir na frente dos amigos, eu não vou tratar isso como birra. Quando ele esconder um chocolate, eu não vou tratar como fraude. Essas duas coisas são previsíveis, são normais, e a forma como a família responde a elas decide se ele vai crescer conversando sobre o diabetes ou escondendo o diabetes.

O que eu vivi me dá as perguntas certas. As respostas vêm do mestrado em Nutrição pela UFSC, da Residência Multiprofissional em Atenção Básica e Saúde da Família, do Curso Prático de Contagem de Carboidratos da ANAD e do CRN-10/7247. E o caso do seu filho é o caso dele.

Como eu trabalho com a família

A consulta é com o seu filho e com você. Ele participa no tamanho que a idade dele permite — e isso muda tudo, porque a autonomia dele precisa crescer junto com ele, e não chegar de uma vez aos dezoito anos.

Item 1

Consulta de 60 a 90 minutos, com vocês dois

Eu escuto a rotina real: os horários da escola, quem cozinha, o que ele gosta, o que a casa já tentou. Criança come no meio de uma vida, não num plano ideal — e é essa vida que entra no plano.

Item 2

Plano em até 3 dias úteis, com a comida da casa de vocês

Conversando com o esquema de insulina que o endocrinologista pediátrico prescreveu, porque plano alimentar de tipo 1 que ignora a insulina não é plano. Eu trabalho junto com a equipe que já acompanha ele, não por fora dela — e mando um retorno para a médica sempre que vocês quiserem.

Item 3

Contagem de carboidratos no ritmo dele

Ensinada primeiro para quem cozinha, depois para ele, no tempo que a idade permitir. O objetivo de longo prazo não é você contar para sempre: é ele saber contar sozinho quando chegar a hora. A contagem de carboidratos é a estratégia recomendada pela Sociedade Brasileira de Diabetes para quem usa insulina nas refeições.

Item 4

WhatsApp entre as consultas

Para a festa de sábado, para a semana de prova, para o dia em que a glicemia não fez sentido. Essas dúvidas não esperam o próximo mês, e vocês não deveriam ter que resolvê-las no grupo do Facebook às onze da noite.

O material que vai junto para a escola

Toda família que faz acompanhamento comigo sai com orientações por escrito para a escola: o que ele pode comer no recreio e nas datas comemorativas, como a cantina pode ajudar, o que a professora precisa saber sobre alimentação e o que combinar antes do primeiro dia de aula.

Isso existe porque a escola é o lugar onde a sua orientação chega enfraquecida por telefone. Por escrito, ela chega inteira — e vocês param de repetir a mesma explicação para cada professor novo.

Trabalhei anos com alimentação escolar antes de me dedicar só a diabetes. Sei como a cozinha de uma escola funciona por dentro, e é isso que faz o combinado ser possível em vez de bonito no papel.

Ler: diabetes tipo 1 na escola, o que combinar antes do primeiro dia

Perguntas frequentes

Perguntas de quem cuida

Meu filho vai ter que parar de comer o que ele gosta?

Não, e essa é uma das razões pelas quais eu faço esse trabalho. Criança proibida come escondido e aprende cedo que comida é assunto de mentira. O que eu ensino é o contrário: como encaixar o bolo da festa, o açaí do domingo e a pipoca do cinema, sabendo o que fazer em volta. Ele vai crescer com uma relação melhor com a comida, não pior.

Ele é muito novo. Você atende a partir de que idade?

Atendo crianças e adolescentes com diabetes tipo 1, sempre com a família na consulta. Se o caso do seu filho pedir alguma frente que não é a minha, eu te digo isso na primeira conversa e aponto o caminho — prefiro fazer isso agora a te atender pela metade.

Meu filho é adolescente e não quer nem falar sobre isso.

Isso é o esperado, não o excepcional. Adolescente com diabetes tipo 1 costuma estar cansado de ser o assunto da casa. A conversa comigo começa por onde ele quiser — geralmente pela comida que ele quer poder comer, não pela que ele deveria evitar. Não funciona por sermão, e eu não trabalho com sermão.

O endocrinologista dele já orientou a alimentação.

Ótimo, e vocês continuam com ele. A orientação da consulta médica costuma ser o quadro geral; o meu trabalho é o dia a dia dentro desse quadro — o lanche de terça, a excursão da escola, o Natal na casa da avó. Eu me alinho com a conduta que já foi prescrita e mando um retorno para a equipe sempre que vocês autorizarem.

Dá para fazer online? A gente mora em outra cidade.

Dá, e funciona bem. Vocês me mandam os exames e os dados do sensor ou do glicosímetro, a consulta é por vídeo com vocês dois, e o plano chega digital. Mesma duração, mesmo processo e mesmo valor do presencial. Se estiverem na Grande Florianópolis e preferirem presencial, atendo no Espaço Cora, na Agronômica.

Meu filho tem o Cartão de Emergência dele pronto?

Se ainda não, vale fazer: em menos de 5 minutos vocês geram um cartão com contato de emergência, esquema de insulina, alergias e o passo a passo do que a escola ou qualquer adulto deve fazer numa hipoglicemia grave. É bom ter uma cópia na mochila e outra com a professora.

Gerar o cartão de emergência

Quanto custa?

Eu informo os valores diretamente na conversa, sem surpresa, junto com o formato que eu recomendo para o caso do seu filho. Me chama que eu te explico em duas mensagens.

Marcar consulta para o meu filho

Me manda uma mensagem para marcar ou para tirar dúvida sobre presencial ou online, e sobre qual formato faz mais sentido — consulta avulsa ou acompanhamento de 90 dias. A idade dele, o diagnóstico e o que está mais difícil agora a gente organiza com calma na consulta.

Você não precisa chegar com tudo organizado. Organizar é o meu trabalho.

Marcar pelo WhatsApp

Quem responde sou eu, em horário comercial.

✆