Eu sou a Duda. Vivo com diabetes tipo 1 há mais de 20 anos.
Maria Eduarda "Duda" Camargo, nutricionista (CRN-10/7247), mestre em Nutrição pela UFSC, com atuação exclusiva em diabetes e saúde metabólica. Atendo em Florianópolis e online para todo o Brasil.
A menina da lancheira diferente
A menina da lancheira diferente
Eu tinha nove anos quando recebi o diagnóstico. A partir dali, a minha lancheira era diferente da lancheira dos outros, e as pessoas passaram a dizer "ela não pode" antes de alguém perguntar o que eu queria.
Se eu for honesta, a parte mais difícil não foi aos nove anos. Foi na adolescência, quando tudo o que eu queria era ser igual aos outros e o diabetes não tirava férias.
Desde então eu já contei carboidrato no meio de um parabéns, sem que ninguém percebesse. Já acordei às três da manhã com hipoglicemia e comi sem vontade nenhuma, porque precisava. Já saí de consultório com uma lista de proibições na mão e a sensação de que a vida boa tinha acabado.
Nada disso me torna especialista no seu caso. Eu sou uma amostra de uma pessoa só, e o que funciona comigo não é regra para ninguém — inclusive porque duas pessoas com o mesmo diagnóstico podem precisar de condutas opostas.
O que essa história me dá é outra coisa, e ela é valiosa: eu sei quais perguntas fazer. Sei que a pergunta que trava não é "o que eu posso comer", é "e no aniversário do meu filho?". Sei que ninguém conta ao profissional que come escondido, a menos que o profissional deixe claro que ali não vai ter bronca.
Eu não comecei pela nutrição. Comecei pelo Direito.
Prestei Direito, entrei e cursei. E, depois de um tempo, entendi que aquilo não era o que eu esperava — o que não é uma tragédia, é só uma informação chegando tarde.
Fiz um teste vocacional para me organizar, e ele apontou saúde. A partir dali a nutrição foi a única coisa que fez sentido inteiro, porque era o assunto que eu já vivia todos os dias desde os nove anos. Eu passei a adolescência aprendendo, na marra, o que hoje eu ensino em consulta.
Não me arrependo do desvio. Ele me deixou um interesse que a maioria dos nutricionistas não tem e que eu levo a sério até hoje: políticas públicas. Saúde não acontece só no consultório — acontece também no que o SUS distribui, no que a lei garante e em quem senta à mesa quando essas decisões são tomadas.
Por isso eu participo do que dá para participar. Acompanho e apoio a pauta do reconhecimento das pessoas com diabetes tipo 1 como pessoas com deficiência, e participei da consulta pública da Conitec sobre a incorporação de sensores de glicose no SUS.
Não conto isso como currículo. Conto porque muda o que acontece na consulta: quando alguém me diz que está racionando fita para durar o mês, eu não trato aquilo como falta de adesão ao tratamento. Trato como o que é, que é falta de acesso — e eu sei apontar o caminho.
Por que eu não trabalho com proibição
Porque eu já estive do outro lado da mesa e sei o que a lista de proibições produz: gente que come escondido, gente que mente para o profissional, gente que abandona o tratamento e volta anos depois pior — carregando, além do diabetes, a certeza de que fracassou.
Alimentação não é castigo e não é prova de caráter. Ninguém é indisciplinado por gostar de pão. Comida é rotina, é afeto, é cultura e é o que acontece seis vezes por dia, todo dia, pelo resto da vida. Um plano que só funciona numa semana perfeita não é um plano: é um teste que a vida vai reprovar.
Então o meu trabalho é o oposto do que quase todo mundo espera. Eu não começo pelo que sai. Eu começo pela sua rotina real, com os seus horários, a sua comida e as suas restrições de vida — e vou construindo dali, com você, uma coisa que sobreviva a uma semana ruim.
Você é adulto. Eu trago o conhecimento técnico e o julgamento clínico; as decisões da sua vida continuam sendo suas. É assim que eu entendo autonomia, e é assim que eu atendo.
Minha formação, item por item
- Nutricionista, CRN-10/7247. Meu registro pode ser conferido na consulta nacional de nutricionistas do Conselho Federal — e eu prefiro assim, porque credencial que dá para verificar vale mais que credencial declarada.
- Mestre em Nutrição pela Universidade Federal de Santa Catarina.
- Membro do GEEDI UFSC. Conhecer o grupo →
- Residência Multiprofissional em Atenção Básica e Saúde da Família. Foram anos de SUS, atendendo pessoas com diabetes tipo 2 e hipertensão em posto de saúde. É de lá que vem boa parte do meu jeito de conversar com quem já ouviu bronca demais.
- 30º Congresso Brasileiro Multidisciplinar em Diabetes, promovido pela ANAD com a International Diabetes Federation, em julho de 2026, em São Paulo. Quatro dias, oito horas por dia. Formação continuada não é enfeite de currículo numa área que muda de diretriz a cada poucos anos.
- Curso Prático de Contagem de Carboidratos, da ANAD, realizado dentro desse congresso. São quatro horas de curso, e eu prefiro dizer isso a chamar de "formação": contagem de carboidratos é uma habilidade que eu uso na minha própria vida há mais de vinte anos e ensino em consulta toda semana, e o curso soma repertório novo a isso — não substitui nem uma coisa nem outra.
- Experiência em alimentação escolar e no sistema prisional. Dois lugares que me ensinaram a montar plano alimentar com o que existe, e não com o que seria ideal. É uma escola dura e é a mais útil que eu tive.
- Ensino. Sou preceptora de estágio clínico em nutrição. Explicar para quem está aprendendo me obriga a manter o rigor, e boa parte da minha didática em consulta vem daí.
- Atuação exclusiva em diabetes e saúde metabólica. Tipo 1, tipo 2, pré-diabetes, resistência à insulina, diabetes gestacional, criança e adolescente. É só isso que eu faço, e é uma escolha.
Viver com diabetes tipo 1 há mais de 20 anos me dá as perguntas certas. O mestrado, a residência e o CRN me dão as respostas. E o seu caso é o seu caso.
Como eu trabalho
O que eu prometo é o processo. Resultado depende de muita coisa, e eu não vendo o que não posso garantir.
Item 1
Consulta de 60 a 90 minutos
Seu histórico, seus exames, seus medicamentos e a sua rotina de verdade. Presencial no Espaço Cora, no Edifício Somma Tower, na Agronômica, em Florianópolis — ou online para todo o Brasil. Mesmo processo, mesmo tempo, mesmo valor.
Item 2
Plano em até 3 dias úteis
Feito para a sua semana real e conversando com o tratamento que você já faz. Se você usa insulina ou medicação, o plano nasce em torno delas.
Item 3
Suporte no WhatsApp entre as consultas
Porque o ajuste não acontece no dia da consulta. Acontece nas semanas seguintes, e é lá que a maioria das pessoas fica sozinha.
Item 4
Alinhamento com quem já cuida de você
Endocrinologista, obstetra, clínico, equipe do pré-natal. Eu não trabalho por fora de ninguém, e mando um retorno do plano sempre que você autorizar.
O que eu não faço
Eu não prometo número, não prometo cura, não trabalho com antes e depois e não uso o medo do seu futuro para te convencer de nada. Isso vale tanto por ética profissional quanto por convicção: nenhuma dessas coisas diz a verdade sobre o seu caso.
Escrevi uma página inteira sobre isso, com o que eu me recuso a fazer e por quê.
Vamos marcar a sua consulta
Se você chegou até aqui, provavelmente está comparando profissionais — e faz muito bem. Me manda uma mensagem se tiver dúvida sobre como funciona a consulta ou o programa de 90 dias. O seu caso, com calma, a gente conversa na consulta.
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