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Duda Camargo Nutricionista · Diabetes

Diabetes tipo 1 e gravidez: você não precisa atravessar isso no escuro.

Planejando engravidar ou já com o teste positivo, a alimentação muda de papel nessa fase. Sou a Duda Camargo, nutricionista com atuação exclusiva em diabetes, CRN-10/7247, e vivo com diabetes tipo 1 há mais de 20 anos.

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Gestante em cena do dia a dia

Isso não é diabetes gestacional

Quase tudo o que você encontra na internet sobre diabetes e gravidez fala de diabetes gestacional, aquele que aparece durante a gestação. A sua situação é outra. Você já tinha diabetes tipo 1 antes, já aplica insulina, provavelmente já conta carboidratos e conhece o seu corpo melhor do que qualquer folheto.

O que muda é que as regras do jogo mudam. As metas de glicemia ficam mais apertadas, a necessidade de insulina varia ao longo dos meses, a hipoglicemia aparece em horários novos, e o que funcionava no seu prato antes pode parar de funcionar em poucas semanas.

Não é que você desaprendeu. É que o seu corpo está fazendo outra coisa agora, e a estratégia precisa acompanhar.

Se você está planejando

Os meses antes do positivo são os que mais contam

A Sociedade Brasileira de Diabetes recomenda que a mulher com diabetes planeje a gestação, porque chegar à concepção com a glicemia bem ajustada melhora os desfechos para a mãe e para o bebê. O alvo ideal de hemoglobina glicada antes de engravidar é próximo de 6%, sem hipoglicemias, podendo ser até 6,5% quando o risco de hipoglicemia é alto. Com glicada acima de 9%, a orientação é adiar a gestação até melhorar o controle.

Esses números não são prova para passar ou reprovar. São um destino, e a pergunta útil é como chegar lá sem viver em hipoglicemia. É nessa parte que eu trabalho:

Item 1

Refinar a contagem

Rever porções, razões e os horários em que a conta não fecha. Pequenos erros que você tolerava antes passam a pesar com uma meta mais baixa.

Item 2

Olhar o pós-refeição

Na gestação, a glicemia de uma hora depois de comer ganha importância. Vale começar a treinar esse olhar antes.

Item 3

Baixar a glicada sem aumentar as hipos

Composição das refeições, lanches, exercício e rotina, ajustados junto com quem prescreve a sua insulina.

A parte médica do planejamento é com o seu endocrinologista e o seu ginecologista: revisão dos medicamentos, ácido fólico, exames dos olhos, dos rins e da tireoide, vacinas. Eu trabalho alinhada com eles.

Se você já está grávida

O que muda nas suas metas e no seu dia

Se o positivo veio antes do planejamento, respire. Acontece com muita gente, e o que importa é o que se faz a partir de agora. O primeiro passo é avisar a sua equipe médica o quanto antes.

Na gestação, as metas de glicemia recomendadas pela Diretriz da SBD são mais baixas do que as que você conhece: jejum entre 65 e 95 mg/dL, abaixo de 140 uma hora depois da refeição e abaixo de 120 duas horas depois. Para quem usa sensor, a faixa-alvo passa a ser de 63 a 140 mg/dL, com a meta de ficar mais de 70% do tempo dentro dela e menos de 4% abaixo de 63. A diretriz recomenda o uso de sensor na gestação de quem tem diabetes tipo 1.

Quem define as suas metas individuais é a sua equipe médica. O meu trabalho é fazer a comida caber dentro delas:

Item 1

Enjoo e hipoglicemia

No começo da gestação, enjoo, vômito e falta de apetite bagunçam a conta: a insulina entrou e a comida não ficou. A gente monta um plano para esses dias.

Item 2

O café da manhã que não se comporta

É comum a glicemia depois do café ser a mais difícil. Composição, quantidade e horário fazem diferença aqui.

Item 3

A insulina que muda de mês em mês

A necessidade de insulina varia bastante ao longo da gestação. Quem ajusta a dose é o seu médico. Eu ajusto o prato para acompanhar cada fase.

Item 4

Comer o suficiente

Gestante não faz dieta restritiva. Cortar carboidrato demais para segurar a glicemia não é estratégia para essa fase. A ideia é distribuir, combinar e contar bem.

Item 5

Ganho de peso

Acompanhado sem terror, com a referência que a sua equipe definir e sem transformar a balança em mais um número para te cobrar.

Item 6

Vida real

O restaurante do trabalho, os desejos, o chá de bebê, a noite maldormida. O plano é feito para a semana que você tem.

Número fora da meta não é falha sua

Metas apertadas, medições o dia todo e a sensação de que cada glicemia alta faz mal ao bebê. Essa combinação pesa, e muita gestante com diabetes tipo 1 passa a gravidez inteira se sentindo em dívida.

Nenhuma gestante com diabetes tipo 1 fica 100% do tempo na meta, e a própria diretriz trabalha com percentuais, não com perfeição. Um número fora do alvo é informação para ajustar, não um veredito sobre você.

Eu meço glicemia há mais de vinte anos. A minha experiência não é a sua gestação, e eu não vou fingir que é. Mas eu sei o que é olhar para um número que não combina com o esforço que você fez.

Eu trabalho junto com a sua equipe

Gestação com diabetes tipo 1 é acompanhada por endocrinologista e obstetra, muitas vezes em pré-natal de alto risco. Eu não substituo nenhum dos dois e não mexo em dose de insulina.

O que eu faço é pegar as metas que eles definiram e transformar em comida, no seu dia. Se você quiser, envio um resumo do plano para eles levarem em conta nas consultas.

Como funciona o acompanhamento comigo

Item 1

Consulta de 60 a 90 minutos

Seus dados de glicemia ou do sensor, seu esquema de insulina, seus exames, a sua rotina e o que você come de verdade. Quem vai viver essa fase com você pode participar.

Item 2

Plano em até 3 dias úteis

Com as suas comidas e os seus horários, e com a contagem de carboidratos revisada para a fase em que você está.

Item 3

Ajustes ao longo da gestação

O que funciona no terceiro mês não é o que funciona no sétimo. Por isso, nessa fase, acompanhamento vale mais do que uma consulta única.

Suporte pelo WhatsApp entre as consultas. Presencial na Agronômica, em Florianópolis, ou online para todo o Brasil, com o mesmo processo e o mesmo valor.

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Depois do parto

Depois que o bebê nasce, a necessidade de insulina costuma cair bastante e rápido, e a amamentação aumenta o risco de hipoglicemia. É uma fase de pouco sono e pouca rotina, em que comer direito fica difícil. Quem ajusta a insulina é o seu médico. Eu ajudo a organizar a alimentação para atravessar esses primeiros meses com segurança.

Perguntas frequentes

Perguntas que eu mais ouço

Quem tem diabetes tipo 1 pode ter uma gravidez saudável?

Sim. Com planejamento, acompanhamento médico e bom ajuste da glicemia, a maioria das gestações segue bem. Quem avalia o seu caso e os seus riscos é a sua equipe médica, com os seus exames na mão.

Engravidei sem planejar. E agora?

Avise o seu endocrinologista e o seu obstetra o quanto antes, e não se culpe. O que conta é o ajuste daqui para frente, e ele começa agora.

Preciso cortar carboidrato na gravidez?

Não. Gestante precisa de carboidrato, e restrição severa não é estratégia para essa fase. O trabalho é escolher, distribuir, combinar e contar bem.

Preciso usar sensor de glicose?

A Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes recomenda o sensor na gestação de quem tem diabetes tipo 1. A decisão é sua com a sua equipe médica, e envolve acesso e custo. Com ou sem sensor, dá para fazer um bom acompanhamento.

Você ajusta a minha insulina?

Não. Dose de insulina é com o seu médico. Eu trabalho a alimentação e a contagem de carboidratos, alinhada com o que ele definir.

O atendimento online funciona nessa fase?

Funciona. Os seus dados de glicemia chegam igual por vídeo, e a duração, o plano e o suporte são os mesmos. Em Florianópolis, atendo presencialmente no Espaço Cora, na Agronômica.

Quanto custa?

Eu informo os valores diretamente na conversa, sem surpresa, junto com o formato que faz sentido para a fase em que você está. Dá para parcelar.

Me chama

Me conte se você está planejando ou já está grávida, de quantas semanas, e como está o seu esquema de insulina hoje. Com isso eu já te digo como encaixo o seu atendimento.

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(48) 99915-3184 · Quem responde sou eu. Presencial no Espaço Cora, na Agronômica, ou online para todo o Brasil.

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Escrevi sobre os três padrões por trás da glicemia alta de madrugada no diabetes tipo 1 e como diferenciar um do outro.

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