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Diabetes gestacional: os primeiros 7 dias
Por Duda Camargo, nutricionista CRN-10/7247 · Publicado em · Atualizado em
O teste veio alterado, você saiu do consultório com uma folha listando o que evitar, e desde então cada refeição virou uma decisão difícil. Se você pesquisou no Google depois disso, provavelmente está pior do que antes.
Começo pelo que mais importa: não foi culpa sua.
Diabetes gestacional acontece por alterações hormonais próprias da gestação, e ele aparece em mulheres que comiam bem, que se exercitavam e que fizeram tudo o que foi pedido. Não é castigo por doce comido, não é descuido, e a sua responsabilidade começa agora, não antes.
O que a folha da obstetra costuma não dizer
A lista que você recebeu quase sempre diz o que evitar. Ela raramente diz o que comer, em que combinação e em que horário, e é exatamente aí que mora a dúvida de quem está com fome às dez da noite no sétimo mês.
Uma lista de proibições resolve pouco e assusta muito. O trabalho real é montar refeições que funcionem para você, com a comida que existe na sua casa, e que você consiga repetir por doze a dezesseis semanas sem passar fome. Passar fome não é parte do tratamento, e gestante nenhuma deveria ouvir o contrário.
O que dá para organizar já na primeira semana
Nada do que vem abaixo substitui orientação individual, porque a conduta depende dos seus exames, da sua semana gestacional e do que a sua obstetra já indicou. É organização, não prescrição.
Primeiro, anote. Se foi pedido monitoramento, registre os horários junto do que você comeu, e não só o número. Um valor isolado não diz nada; o valor ao lado da refeição diz quase tudo. Esse registro é o que transforma a primeira consulta em algo útil em vez de um questionário de memória.
Segundo, pare de tentar acertar tudo sozinha nesta semana. Muita gente passa os primeiros dias cortando por conta própria e chega à consulta com um padrão alimentar tão restrito que fica difícil entender o que estava acontecendo de verdade.
Terceiro, marque logo. Essa é a única parte em que eu insisto de verdade, e não é argumento de venda: a janela de tempo aqui é curta e não volta. Cada semana esperando é uma semana a menos de acompanhamento nesta gestação.
Como eu trabalho com gestante
Consulta de sessenta a noventa minutos, plano em até três dias úteis feito para a sua rotina real, e suporte no WhatsApp entre as consultas, que é onde a maior parte das dúvidas de gestante aparece. Mensagem de gestante tem prioridade na minha agenda de respostas.
Se você quiser, eu envio um retorno do plano para a sua obstetra, com a sua autorização. Trabalhar junto com quem já acompanha você é rotina aqui, não exceção.
Quem está escrevendo isto
Sou Duda Camargo, nutricionista, CRN-10/7247, mestre em Nutrição pela UFSC, com residência multiprofissional em Atenção Básica e Saúde da Família. Atendo diabetes e saúde metabólica, e vivo com diabetes tipo 1 desde os nove anos. A rotina de medir, anotar e decidir refeição com número na cabeça é a minha há vinte e um anos.
O que eu não prometo
Não prometo número de exame, tipo de parto nem desfecho. Isso não depende só de alimentação, não depende só de você, e quem promete está usando o seu medo como argumento. O que eu prometo é que você não vai decidir nenhuma refeição sozinha até o fim da gestação.
Me chame. Eu faço três perguntas para entender em que semana você está e o que já foi pedido, e te digo o que dá para fazer e em quanto tempo. Atendo presencialmente em Florianópolis, no Espaço Cora, na Agronômica, e online para todo o Brasil.
Quero conversar com a DudaMaria Eduarda Zytkuewisz Camargo, CRN-10/7247. Este conteúdo é educativo e não substitui a consulta com um profissional de saúde.